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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Greve atinge mais de 5 mil agências no primeiro dia do movimento


A greve dos bancários atingiu vinte e cinco por cento das 20 mil agências bancárias em todo o País. De acordo com dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf, cinco mil cento e trinta e duas agências fecharam as portas no primeiro dia do movimento. 

Os trabalhadores pedem reajuste salarial de dez vírgula cinco por cento. Outras reivindicações são o fim da rotatividade, aumento do piso salarial para dois mil quatrocentos e dezesseis reais e mais segurança nas agências bancárias. 


De acordo com o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, os bancários aprovaram a greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o País no dia 12 de setembro, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Federação Brasileira de Bancos, Febraban. Ele enfatiza que não houve uma segunda proposta apresentada pela federação, o que motivou a paralisação.  

"Desde o dia cinco de setembro, nós enviamos uma carta para a Febraban, dizendo sobre a nossa disposição de dialogarmos, marcamos duas assembleias para dialogar com a categoria, a primeira seria dia 12 a segunda dia 17, quando foi o prazo final que nós demos aos bancos, para que apresentasse uma segunda proposta, e os bancos ignoraram nosso pedido. Então, nós não temos nenhuma alternativa a não ser essa greve."

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, lamentou a decisão dos bancários. Segundo a Federação, a paralisação é ruim para todos, principalmente para  a população que vem sofrendo com a onda de greves no País. O funcionário público Jean Cláudio, de 33 anos, teve uma surpresa ao se deparar com as portas fechadas, já pela manhã, em Brasília. Segundo ele, a greve atrapalha, mas é um direito de todo o trabalhador.

"Greve sempre atrapalha a rotina das pessoas, mas é um direito do trabalhador, acho que é válido. Eles tem que pleitear os diretos deles, mas que atrapalha, atrapalha."

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos, Febraban, uma saída para pagar as contas no período de greve é utilizar caixas eletrônicos e internet banking. Outras alternativas aos bancos são as casas lotéricas, agências dos Correios, e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

Fonte: Agência do Rádio

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