A greve dos bancários
atingiu vinte e cinco por cento das 20 mil agências bancárias em todo o País.
De acordo com dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro, a Contraf, cinco mil cento e trinta e duas agências fecharam as
portas no primeiro dia do movimento.
Os trabalhadores pedem reajuste salarial
de dez vírgula cinco por cento. Outras reivindicações são o fim da
rotatividade, aumento do piso salarial para dois mil quatrocentos e dezesseis
reais e mais segurança nas agências bancárias.
De acordo com o presidente da
Contraf, Carlos Cordeiro, os bancários aprovaram a greve por tempo
indeterminado nas assembleias realizadas em todo o País no dia 12 de setembro,
depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Federação Brasileira de
Bancos, Febraban. Ele enfatiza que não houve uma segunda proposta apresentada
pela federação, o que motivou a paralisação.
"Desde o dia cinco de
setembro, nós enviamos uma carta para a Febraban, dizendo sobre a nossa
disposição de dialogarmos, marcamos duas assembleias para dialogar com a
categoria, a primeira seria dia 12 a segunda dia 17, quando foi o prazo final
que nós demos aos bancos, para que apresentasse uma segunda proposta, e os
bancos ignoraram nosso pedido. Então, nós não temos nenhuma alternativa a não
ser essa greve."
Em nota, a Federação Brasileira
de Bancos, a Febraban, lamentou a decisão dos bancários. Segundo a Federação, a
paralisação é ruim para todos, principalmente para a população que vem sofrendo com a onda de
greves no País. O funcionário público Jean Cláudio, de 33 anos, teve uma
surpresa ao se deparar com as portas fechadas, já pela manhã, em Brasília.
Segundo ele, a greve atrapalha, mas é um direito de todo o trabalhador.
"Greve sempre atrapalha
a rotina das pessoas, mas é um direito do trabalhador, acho que é válido. Eles
tem que pleitear os diretos deles, mas que atrapalha, atrapalha."
De acordo com a Federação
Brasileira de Bancos, Febraban, uma saída para pagar as contas no período de
greve é utilizar caixas eletrônicos e internet banking. Outras alternativas aos
bancos são as casas lotéricas, agências dos Correios, e outros estabelecimentos
comerciais credenciados.
Fonte: Agência do Rádio

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