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sábado, 7 de abril de 2012

Calote é menor no BB e Caixa


Nível de inadimplência nas duas instituições é menor que a do mercado, o qual amargou 7,4% em 2011
Brasília. A maior concentração de empréstimos nas faixas de risco mais alto não é entendida pelos bancos estatais como motivo para preocupações. A área técnica dessas instituições argumenta que o mais importante nesse tema é observar a taxa de inadimplência.
Em bancos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, o porcentual das operações para pessoas físicas que sofre calote está, atualmente, abaixo da média do mercado.

Pelos critérios do Banco Central, a inadimplência só vale quando o devedor não paga há mais de 90 dias. Mas as operações com atraso de 15 a 30 dias já recebem uma nota "B", dentro das nove faixas estabelecidas pelo BC, que vão de "AA" até "H", a pior delas. A falta de pagamento entre 31 e 60 dias recebe o "C".
Em dezembro de 2011, a inadimplência nas operações para pessoas físicas estava em 6,3% no BB e em 4,9% na Caixa, segundo o balanço das duas instituições financeiras. O nível de calote nos dois casos é menor que a média do mercado que, segundo o levantamento do BC, amargava inadimplência de 7,4% naquele mesmo mês.
Melhora
"Praticamente todos os indicadores de qualidade de crédito do BB melhoraram quando comparados a dezembro de 2010. Ao comparar as operações classificadas por níveis de risco, o BB também apresenta uma estrutura de crédito melhor que o Sistema Financeiro. As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C encerraram dezembro de 2011 em 93,9% do total da carteira, ante 92,3% no mercado", destaca o balanço do banco.
Exageros
Apesar de observar com alguma ressalva a ofensiva dos bancos públicos, o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida, diz que o movimento é "legítimo". "Só é preciso ter atenção para evitar exageros, como deixar que a dívida fique impagável. Se houver calote generalizado, a sociedade é que vai pagar."
Copilado do Diário do Nordeste

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