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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Turismo no Ceará: uma estratégia que deu certo


A gestão do turismo no governo Cid Gomes amplia as oportunidades do Ceará e consolida o setor como um dos mais indutores do desenvolvimento do Estado

Desde 2007, o Governo do Ceará enfrenta desafios, rompe barreiras, quebra paradigmas. Nestes seis anos, tendo o secretário Bismarck Maia à frente da pasta, foram empreendidas diversas ações para qualificar espaços e pessoas, colocando o Ceará no imaginário positivo dos brasileiros e o turismo nas páginas de Economia na imprensa.


Do discurso à prática, o governo tem transitado com maestria. Foram muitos os recursos conseguidos com parceiros nacionais e internacionais para investimentos no setor de obras. O Centro de Eventos do Ceará e seus túneis de acesso, dois aeroportos turísticos e a duplicação de estradas nos litorais Leste, Oeste e na Ibiapaba seriam, cada uma delas, mais que suficientes para marcar uma gestão. Porém, há apetite por mais realizações.

A conquista de ser um dos destinos mais desejados dos brasileiros tem uma razão. Qual foi o caminho?

De fato, ao final de seis anos, constatamos que a estratégia traçada pelo governador Cid Gomes, que nos orientou na Secretaria do Turismo, está certa. Na promoção, foi difícil vencer a barreira das tradições para utilizar uma linguagem de comunicação direta ao público. Ações de merchandising, de publicidade e de marketing foram voltadas para o público com o objetivo de fazer com que os brasileiros tivessem o Ceará no seu imaginário positivo. Isso deu certo e os números estão aí para comprovar.

Quais foram as metas que nortearam as ações da pasta no decorrer destes seis anos?

As metas do turismo são claras e se baseiam em três pontos: aumento do fluxo, da média de permanência e do gasto médio do turista. A cada mês e a cada ano, temos um resultado melhor que o período anterior equivalente. Saímos de uma taxa média de ocupação hoteleira anual menor que 50% e hoje estamos na faixa de 74% ao ano, o que faz com que possamos afirmar que, no Ceará, não existe mais a diferença de baixa e alta estação. O que nós temos hoje é alta estação constante e altíssima estação. O aumento da média de permanência foi outra conquista, principalmente pelos produtos turísticos que temos oferecido, além de Fortaleza, antes carro-chefe da promoção do Ceará.

O Ministério do Turismo (MTur) e o site Google apontam, por meio de pesquisas, Fortaleza como o terceiro principal destino turístico no Brasil. Como você analisa este resultado?

O destino principal do Ceará é Fortaleza, nosso portão de entrada. Toda e qualquer pesquisa quando é realizada é feita em cima de destinos mais conhecidos, mais buscados. O fato de termos feito uma promoção direta ao público, seja com ações de merchandising, publicidade e marketing, fez com que tivéssemos, de fato, hoje, o resultado concreto que se materializa nas pesquisas do MTur/Fipe e no site do Google, que apontam a Capital como destino mais demandado, depois do Rio de Janeiro e São Paulo. Existe um interesse muito grande e real pelo Ceará. Há uma demanda grande pelos ícones, como Canoa Quebrada e Jericoacoara. Repito: o Ceará está no imaginário positivo dos brasileiros e atingimos nossas metas, atingimos e até superamos todos os índices (ocupação, gasto per capta e fluxo).

Como se deu, verdadeiramente, essa priorização do setor?

Quando chegamos na Secretaria, em 2007, todo e qualquer Estado brasileiro atuava a favor do turismo apenas fazendo promoção e, mesmo assim, com pouquíssimos recursos. Não se entendia o turismo como fator de desenvolvimento econômico e social. Alardeava-se essa prioridade nos discursos políticos. Mas, na prática, isto não existia. O turismo é mais do que promoção. É qualificação de espaços e serviços e o Ceará foi o único Estado que seguiu este caminho e com um nível de investimentos em infraestrutura turística pública em valores inigualáveis.

Com relação ao trabalho de qualificação de espaços, quais foram as principais obras realizadas?

O trabalho para qualificação de espaço foi muito forte: estradas na Ibiapaba e no Litoral Oeste; iluminação de praias; restauração do patrimônio histórico (Emcetur e Seminário da Prainha, Centro de Aquiraz e seu Museu Sacro); prolongamento da CE -085 - (Estruturante, de Itapipoca até Camocim, passando por Itarema, Granja e Viçosa). Concretizamos, ainda, o Caminho de Assis, e obras de urbanização de praias, como Paracuru, por exemplo.

Também reformamos e ampliamos o Teatro Carlos Câmara, o qual vai servir à população que circula no centro da cidade e aos nossos valorosos artistas, a fim de que possam utilizá-lo principalmente nos horários de lazer pós-trabalho.

Obras importantes como o Centro de Eventos se deram ao longo dos cinco primeiros anos. Foi uma demonstração desse intenso programa de qualificação de espaços?

De fato, o ano de 2012 foi o início da consagração deste projeto. Entregamos o Centro de Eventos que fará com que o Ceará tenha um novo eixo de turismo: o de negócios. Um marco na nossa história social e econômica. Inauguramos os túneis de acesso ao CEC, um projeto inovador que servirá de exemplo para vários outros trechos de Fortaleza. Com certeza, uma demonstração de arrojo do Governador Cid.

O Litoral Leste guarda destinos prioritários, tais como Canoa Quebrada. Quais foram as ações mais significativas naquela região?

Inauguramos em fevereiro a duplicação da CE -040 até Beberibe - (44,5 km). Entregamos também o Aeroporto Dragão do Mar, em Aracati. Não se consolida um destino turístico se distar mais de 80 ou 100 km de um aeroporto. Fizemos uma parceria com a TAM Executiva que neste aeroporto instalará sua base operacional de manutenção e comercialização de aviões. Será um grande impacto cultural, social e econômico para a região, a partir do grande número de pessoas que irão conviver na cidade, sejam técnicos, proprietários de aviões, comandantes, pilotos etc. É também um grande marco para nosso Estado.

Quais são os desafios para os anos 2013 e 2014?

A consolidação de um projeto arrojado, hoje exemplo para o Brasil. Inauguração do Aeroporto de Jericoacoara, a duplicação da CE-085 até Paracuru, inaugurações dos centros de convenções do Cariri e de Iguatu, além de melhorias urbanísticas, saneamento básico e abastecimento d´água em diversas comunidades. Estamos trabalhando para que o Ceará todo seja um estado pujante.

Como classificar a importância da parceria com o Sebrae?

No início da nossa gestão dizíamos que o Sebrae era nosso parceiro preferencial, que ainda hoje, precisamos e temos para executar diversas ações por sua capacidade de articulação de pequenos e médios empresários do setor em todo o Ceará.

De que forma o Sebrae pode vir a incentivar o aproveitamento dos equipamentos públicos por pequenos empreendedores?

O Governo quando constrói grandes obras como estradas, urbanização, e implanta projetos como o Caminho de Assis e a Rota das Emoções, sinaliza para a população, para o empresariado, as oportunidades de investimentos. Assim acontece também quando duplicamos ou construímos uma nova estrada e a qualificação desse espaço. Aí entra o nosso Sebrae com sua capacidade de mobilização, articulação e capacita-ção de novos empreendedores para estas regiões. O Sebrae é insubstituível. Veja quanto importante é seu papel, por exemplo, na indução de novos empreendedores neste novo momento de grandes oportunidades, com o CEC e também na comunidade do Poço da Draga, após a instalação do Acquario Ceará.

Até quando o cearense vai esperar pelo equipamento que o governo pretende instalar na Praia Mansa?

Temos a grande intenção já manifestada, oficialmente, de construir uma referência não só de Fortaleza, mas também do Ceará, de visibilidade internacional. Se o Acquario, por si só, vai inserir o Estado no circuito das grandes atrações edificadas, esperamos e desejamos ter também outro equipamento-âncora, de arquitetura inovadora e de forte apelo ao entretenimento, no principal portão de entrada, que é Fortaleza. Esse equipamento será viabilizado por meio de uma parceria público-privada, e pretendemos lançar a licitação das obras ainda em 2013. 
Copilado do Diário do Nordeste

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