O Congresso Internacional de
Medicina Tropical e Malária vai reunir a partir do próximo domingo, dia 23,
dois mil cientistas de 59 países para debater doenças tropicais que atingem países
localizados entre os trópicos de câncer e capricórnio. Atualmente cerca de um
bilhão de pessoas no mundo são afetadas por doenças tropicais como malária,
doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, esquistossomose e dengue.
O
evento será promovido pela Federação Internacional de Medicina Tropical e
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical em parceria com a Fiocruz,
instituição ligada ao Ministério da Saúde. Entre os temas em discussão durante
o congresso estão os estudos de vacinas contra malária.
O chefe do Laboratório
de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz, Cláudio Tadeu Daniel
Ribeiro fala que a ideia é sensibilizar as autoridades no intuito de aumentar
as pesquisas e ações de controle dessas doenças.
"Discutir temas atuais
e de impacto em termos da saúde pública junto com financiadores e junto com
autoridades governamentais internacionais na expectativa que este fórum permita
não só troca de experiência acadêmica, cientifica e técnica, mas também
sensibilização de autoridades, jovens, pesquisadores estudantes para o
interesse no estudo e no financiamento de áreas que são carentes.
A expectativa
é que a gente assine uma carta chamada, Carta do Rio pela Saúde e pelo
Enfrentamento de Doenças Tropicais Negligenciadas, para sensibilizar as
autoridades e agências de fomento a pesquisa para as ações de controles de
endemias".
Ainda entre os temas que
serão debatidos no Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária estão
a busca de uma vacina contra a aids, o
impacto das mudanças climáticas na transmissão de doenças tropicais e a expansão da doença de Chagas no mundo. O Congresso começa
no domingo e vai até o dia 27 de setembro, no Rio de Janeiro.
Fonte: Agência do Rádio

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