As
contas do governo registraram um superávit primário de quarenta e oito bilhões
de reais no primeiro semestre deste ano – uma queda de quatorze vírgula um por
cento, em relação aos seis primeiros meses de 2011, quando somou quase
cinquenta e seis bilhões de reais.
De acordo com os dados, divulgados nesta
terça-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional, a receita aumentou oito
vírgula sete por cento, neste semestre, e ficou em quinhentos e vinte um
bilhões e setecentos milhões de reais.
Já as despesas totais, cresceram doze e
meio por cento e avançou para trezentos e setenta e nove bilhões e quinhentos
milhões de reais.
O fraco desempenho da
arrecadação, em 2012, foi provocado pela nova etapa da crise financeira
internacional, que tem reduzido o crescimento do PIB brasileiro e mundial. Segundo
o Tesouro Nacional, com uma expansão econômica menor, a arrecadação também tem
um aumento menos significativo.
Os dados mostram, também, que o resultado
positivo de quarenta e oito bilhões de reais no primeiro semestre representa o
cumprimento de quarenta e nove vírgula quatro por cento da meta do superávit
primário, de noventa e seis bilhões novecentos e setenta milhões de reais,
estabelecida para este ano.
Apesar da queda nos seis primeiros meses deste ano,
na comparação com 2011, o Tesouro Nacional observou que ainda faltam ingressar
cerca de dezoito bilhões de reais em dividendos, o que vai ajudar a atingir a
meta projetada para este ano. Nos seis primeiros meses deste ano, os gastos com
investimentos somaram trinta e dois bilhões e oitocentos milhões de reais, de
acordo com o Tesouro Nacional. O valor representa um aumento de trinta vírgula
sete por cento, em relação ao mesmo período do ano passado. As despesas do PAC
totalizaram dezoito bilhões e seiscentos milhões de reais entre janeiro e junho
– uma alta de cinquenta e dois vírgula sete por cento na comparação com 2011,
quando foram gastos doze bilhões e duzentos milhões de reais.
Fonte: Caiena Multimídia

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