À medida que dia 25 de dezembro vai se aproximando, casas e comércios de Fortaleza vão, aos poucos, enfeitando-se com as luzes típicas do período natalino. Apesar da beleza que a decoração proporciona à Capital na época de fim de ano, a falta de atenção e conhecimento suficiente sobre a instalação de itens como pisca-piscas, cascatas de luzes e lanternas, por exemplo, pode acarretar duas graves complicações: gasto excessivo de energia e risco de acidentes elétricos.
Todos os anos, a dona de casa Ivonice Lopes transforma sua residência com os temas de Natal. Além da árvore, já tradicional, os pisca-piscas são os artigos preferidos, ficando espalhados pelos principais espaços do lar. Ivonice utiliza, em média, seis conjuntos de luzes na decoração e sabe que, diante do grande volume de enfeites, alguns cuidados básicos são essenciais. "Se precisar de extensão ou T, uso do jeito correto, com uma só tomada em cada receptor. Também fico atenta aos fios desencapados e não deixo nenhuma criança chegar perto das lâmpadas", afirma.
Segundo Marcony Melo, engenheiro de Assistência Energética da Coelce, o manuseio incorreto dos artigos luminosos e de ferramentas, por descuido ou pela escassez de informação, é o primeiro passo em direção aos problemas. No quesito segurança, o erro mais comum é a instalação de pisca-piscas perto de materiais inflamáveis, como papel e plástico, na própria árvore de Natal, em plantas ou paredes. O perigo aumenta quando passaram do prazo de validade.
"Muita gente guarda um conjunto de um ano para o outro. Os pisca-piscas mais antigos, com lâmpadas incandescentes, geram mais aquecimento e, se utilizados o tempo todo, podem causar um princípio de incêndio", observa Melo.
Ao ligar as luzes de Natal, o hábito quase generalizado de sobrecarregar "Ts" e extensões também é motivo de preocupação, explica o engenheiro da Coelce. Em grande parte dos casos, as lâmpadas são ligadas em tomadas compartilhadas com outros aparelhos, fator que se agrava quando há o uso prolongado. "Sempre orientamos a não utilizar T em cima de T ou ligar o pisca-pisca no mesmo local que um ventilador, ou uma TV. Provoca sobrecarga e leva a um aquecimento", diz Melo.
Energia
A utilização de artigos luminosos por várias horas seguidas tem impacto significativo na conta de energia no fim do mês. O engenheiro destaca que um pisca-pisca de 100 lâmpadas ligado a noite inteira consome cerca de 16,5kw/mês, acarretando um acréscimo de R$ 8 a R$ 10 à conta. A melhor solução é substituir os "piscas" incandescentes pelos de tecnologia LED, que, segundo Melo, geram uma economia de até 65% no consumo de energia e são mais seguros, uma vez que dissipam menos quantidade de calor.
Outra dica inclui observar os tipos de decoração interna e externa. No primeiro, em que há menor quantidade de artigos luminosos, a orientação é ler o manual dos produtos a serem instalados e, na hora da compra, ver se eles estão certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No segundo, com maior volume de enfeites, é fundamental procurar um eletricista para a instalação adequada.
Mais informações
Companhia Energética do Ceará (Coelce)
0800.285.0196
Vanessa Madeira
Repórter
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/instalacao-de-luzes-de-natal-requer-atencao-1.1167164

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