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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aécio Neves condiciona diálogo às investigações

Brasília. Com ataques e críticas ao PT e à presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) condicionou seu diálogo com o governo às investigações das denúncias de corrupção na Petrobras. Ontem, ele fez seu primeiro discurso no Senado depois das eleições.
Ao falar por meia hora na tribuna da Casa, Aécio disse que a oposição não vai compactuar com práticas de "esconder ou camuflar" as investigações sobre o caso Petrobras. 

Para o tucano, as denúncias só vieram à tona porque os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef revelaram detalhes da corrupção na estatal. "Qualquer diálogo tem que estar condicionado ao aprofundamento das investigações e exemplares punições daqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção desse país, conhecido como petrolão".
Em defesa de Dilma, o líder do PT, Humberto Costa (PE), disse que a intenção da presidente é dialogar com a oposição e o Congresso. "É preciso nessa hora nós desmontarmos os palanques. Precisamos ter a visão clara de coisas que precisamos trabalhar em conjunto. O ódio está permitindo que alguns façam a defesa da volta da ditadura militar", disse o petista. Costa foi vaiado em alguns momentos durante aparte ao discurso de Aécio. Aliados do tucano encheram o plenário do Senado para acompanhar o discurso do senador.
Em resposta ao petista, Aécio disse que os "gestos" para o diálogo com a oposição estão nas mãos da presidente Dilma, que deve apresentar "propostas concretas" para poder negociar com o PSDB. "A prática deste governo, até aqui, jamais foi a da mão estendida e do diálogo. A verdade não foi a arma desta eleição".
O tucano disse que jamais teve a "carga de responsabilidade" que possui hoje, com o apoio de 51 milhões de brasileiros que votaram no seu nome para presidente da República.
Para o senador, houve um "vale tudo" nas eleições como nunca visto na história do País, numa disputa "desigual" com aqueles que "usaram aparato estatal para se perpetuarem por mais quatro anos no poder".
Depois de Aécio falar, aliados do tucano se revezaram em discursos de apoio ao senador. Pelo PT, além de Costa, Eduardo Suplicy (PT-SP) também saiu em defesa da presidente.
Promessas
Aécio citou as recentes medidas na área econômica, como o aumento na taxa básica de juros da economia, para acusar Dilma de não cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral.
"A candidata oficial também negou a necessidade de reajustar tarifas públicas e acusou minha candidatura de fazer isso", disse o tucano.
Ao criticar o que considera medidas "amargas" tomadas pelo governo federal depois do pleito, Aécio Neves disse que a presidente implantou tudo aquilo que lhe acusou durante a campanha e que as máscaras do governo "caíram de forma tão rápida".
Oposição 'vigorosa'
Também ontem, Aécio Neves prometeu fazer a mais "vigorosa" oposição da história do País para combater os "equívocos" do PT e da presidente.
Ele reforçou o embate contra o PT, apontado por ele como um partido que fez "o diabo" para ganhar as eleições para a Presidência da República. "O diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas nesta eleição", declarou o tucano.
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/nacional/aecio-neves-condiciona-dialogo-as-investigacoes-1.1144126

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