De olho nas eleições de 2014, o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca se filiou nesta quarta-feira (2) ao PT e já aproveitou para defender o programa do governo federal Mais Médicos, que deve ser a principal bandeira do ministro Alexandre Padilha (Saúde) na disputa pelo governo de São Paulo.
No ano passado, Marcelinho disputou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo PSB. Ele recebeu 19.729 votos e não se elegeu.
Foto: Reprodução Facebook
Marcelinho afirmou que sua entrada no PT foi patrocinada pelo ex-presidente Lula, torcedor corintiano, e pelo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Chamando Lula de "comandante maior" e Chinaglia de "treinador", o ex-jogador recorreu ao futebol para explicar sua decisão de trocar o PSB pelo PT. "Eu estava jogando no Madureira e vou para um time grande", disse.
O acerto de Marcelinho com o PT ocorreu na última sexta-feira (27), durante encontro com o presidente Lula. Segundo Chinaglia, o ex-presidente disse a Marcelinho que "o PT é o partido mais chato que tem, mas o melhor da América Latina".
O novo petista pode disputar uma vaga de deputado estadual ou federal. O partido ainda está discutindo seu futuro político, segundo o presidente nacional do PT, Rui Falcão.
Numa tentativa de mostrar sintonia com o partido, Marcelinho saudou o ministro Padilha, que acompanhou a filiação, lembrando do Mais Médicos, programa que tem como objetivo principal aumentar o número de médicos no interior e em periferias de grandes cidades e que permite a atuação no país de profissionais formados no exterior sem revalidação de diploma.
"Só um pai sabe o que é acordar de madrugada e ter um médico perto de casa independente da sua nacionalidade", completou.
Padilha comemorou o reforço do ex-jogador. "Mais médicos e mais corintianos no PT", brincou. O ministro ainda aproveitou para usar o novo correligionário como exemplo da nova classe média defendida pelo PT.
"É uma pessoa com histórico de vida de ascensão social, representa muito que o PT faz no Brasil inteiro, no governo do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. É um reforço do nosso time não só em São Paulo, mas no Brasil inteiro", disse. Questionado sobre sua saída do governo para se dedicar à campanha, Padilha disse que "não tem nada definido".
Fonte: Folhapress

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