O
Palmeiras tem porte e história para ser comparado aos grandes times do mundo,
mas neste domingo, com o rebaixamento à Série B, a comparação é mesmo com o
Juventude, seu coirmão da Era Parmalat. Os dois são donos de um feito um tanto
quanto peculiar: ser campeão da Copa do Brasil e rebaixado no Campeonato
Brasileiro no mesmo ano, algo que o time gaúcho conseguiu em 1999. Com uma
diferença: o Juventude foi beneficiado pela Copa João Havelange e não jogou a
Série B no ano seguinte.
Foram
12 anos de hiato sem títulos nacionais de elite para o Palmeiras, entre a Copa
dos Campeões de 2000 e a Copa do Brasil de 2012, no que a própria torcida chama
de "década perdida". O recomeço parecia ter sido o título conquistado
em julho passado, contra o Coritiba, mas o rebaixamento comprova que o tempo
perdido ainda não acabou.
São
Paulo e Coritiba) até nova vitória, sobre o Náutico. Mas aí a má fase voltou,
com sete derrotas em espaço de nove jogos. O primeiro turno acabou com o time
somando apenas 16 pontos, já na zona de degola.
Quando
o time somava 20 pontos em 24 jogos, Felipão caiu. O treinador, ídolo da
torcida, já não conseguia mais controlar o grupo nem se relacionar com o
vice-presidente Roberto Frizzo, a quem era subordinado. Também não era mais
defendido pela torcida, incomodada com a má fase. O fim da relação deveria ser
boa para o clube e para o treinador, mas pouca coisa mudou.
Quando
Gilson Kleina chegou, as coisas pareciam que iriam melhorar e o time venceu
Figueirense e Ponte Preta. Mas aí veio o São Paulo e uma derrota por 3 a 0 que recolocou o Palmeiras
em péssima situação. Mais dois resultados adversos e a esperança renasceu
depois de vitórias sobre Bahia e Cruzeiro. No entanto, além de um empate
sofrido com o Botafogo, vieram as derrotas derradeiras para Internacional e
Fluminense. Assim, o rebaixamento foi confirmado neste domingo, com duas
rodadas antes do término do Brasileirão.
Para
a Libertadores do ano que vem, a diretoria terá a incumbência de remontar boa
parte do elenco e tudo isso em meio às eleições presidenciais que podem
resultar em um choque de gestão. Com o rebaixamento, a torcida está saturada de
diversos jogadores, o que deverá obrigar a diversas contratações para 2013. Até
antigos ídolos, como o chileno Valdivia, têm futuro incerto.
Fonte:
O Estadão

Nenhum comentário:
Postar um comentário