Afirmando que o apoio
político e partidário é pouco importante em uma segunda etapa da disputa pela
Prefeitura de Fortaleza, o governador Cid Gomes acredita que uma questão
simples motivará a decisão do eleitor: o entendimento pela necessidade ou não
de mudança na Capital. Conforme Cid, no segundo turno, a campanha é reiniciada,
e os candidatos precisarão aprofundar as propostas. Ao avaliar a campanha deste
ano, ele considera a disputa "mais limpa" da história recente de
Fortaleza.
"Justiça se faça, eu
acho que essa foi das campanhas mais limpas da história recente de Fortaleza.
Uma campanha propositiva. Teve pouca baixaria, não se viu panfletos apócrifos.
Compare com a campanha de São Paulo, por exemplo, onde a baixaria e temas que
não são relativos ao interesse público são colocados acima das propostas dos
candidatos. Essa foi uma campanha de alto nível. Fortaleza está de
parabéns", declara.
Empate
Sobre as últimas pesquisas
de intenção de votos veiculadas nas vésperas do pleito, Cid afirmou que há um
empate técnico entre os candidatos do PT e do PSB, mas ponderou que Fortaleza
tem a tradição de surpreender no dia. "Eu espero que se confirme o segundo
turno com os dois candidatos que aparecem na frente. Aí zera tudo e começa de
novo (a campanha)", assevera.
Cid deixa claro não ter
preferência em o PSB disputar com o PT, partido com o qual rompeu aliança neste
ano. "Não é questão de preferir o PT. O povo é que deve ter preferência, e
o que está configurando é isso".
Mesmo ponderando que
"não pode colocar o carro na frente dos bois", Cid Gomes diz que, no
caso de Roberto Cláudio ser eleito para o segundo turno, intensificará sua
participação na campanha do candidato do PSB. "A partir de amanhã ou das 10
horas de hoje, quando o TSE diz que já vai ter colocado o resultado, nós vamos
começar a montar a estratégia para enfrentar os próximos dias", adiantou.
No caso de Roberto Cláudio
ir ao segundo turno, Cid afirma que vai participar da campanha "de todas
as formas". "Vou ter mais tempo agora, porque nesse período eu tive
que me dividir com o Interior. Vou poder ficar mais tempo aqui. Mas acho, que
nessa hora, apoio é pouco importante. As pessoas já sabem quem apoia
quem", acrescenta.
Para Cid Gomes, o segundo
turno é o momento oportuno para os candidatos aprofundarem o programa de
governo, e as pessoas sentirem firmeza nos compromissos firmados. "Acho
que agora não é Roberto contra Elmano. Acho que agora é assim: quem quer que
continue a administração atual vai votar no Elmano, quem quer mudanças vai
votar no Roberto Cláudio", analisa.
Sobre a disputa eleitoral
nos municípios do Interior, Cid acredita que o PSB fará 40 a 50 prefeituras,
mas destacou que apoia candidaturas de outros partidos que têm grande potencial
de vitória. "O importante é que esse projeto que temos com aliados seja o
majoritário no Ceará. Eu não tenho dúvidas de que será. Se você somar os
prefeitos do PSD fizer, que o PMDB vai fazer, que o PT, o PDT e mesmo outros
partidos que aqui em Fortaleza tiveram candidaturas próprias, com certeza, o
nosso projeto vai fazer o maior número", acredita.
Em relação às influências
que a disputa deste ano pode trazer nas eleições de 2014, Cid acredita que não
haverá candidatura própria do PSB à Presidência da República. "O PSB
participa do governo Dilma, participou ativamente da eleição dela. Quem
conduziu a campanha da Dilma aqui no Ceará fomos nós do PSB", justificou.
O governador Cid Gomes
acredita que uma questão simples motivará a decisão do eleitor fortalezense na
segunda disputa pela Prefeitura: o entendimento pela necessidade ou não de
mudança na Capital FOTO: ALEX COSTA
Copilado do Diário do
Nordeste

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