O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, assinou o Compromisso com a sobrevivência infantil: uma
promessa renovada. No documento, o
Brasil se compromete a ajudar países que enfrentam dificuldades para reduzir a
mortalidade infantil. O Brasil já alcançou a meta estipulada pela ONU quatro
anos antes do previsto,
Por isso foi convidado a dividir as experiências
bem-sucedidas implantadas pelo Ministério da Saúde e outros setores do governo.
Com o compromisso, o País fortalece a cooperação mundial para a redução da
mortalidade infantil de países subdesenvolvidos.
A troca de experiências deve colaborar com o
desenvolvimento de novos programas para reduzir o número de mortes de crianças.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala que o Brasil já troca experiências
e que o momento agora é de expansão de conhecimentos.
"Superamos a meta dos
objetivos do milênio, mas nós queremos reduzir ainda mais a mortalidade
infantil no nosso País. E, além disso, um compromisso de trocar essa
experiência com os países do mundo, sobretudo na cooperação Sul-Sul. O Brasil
tem hoje a maior rede mundial pública de banco de leite humano e nós já
trocamos experiências e apoiamos a montagem do banco de leite humano do Cabo
Verde, El Salvador.
Temos todo o interesse em expandir essa experiência. Como
também a experiência do programa de vacinação onde nós podemos colaborar com a
exportação de vacinas que são produzidas aqui no Brasil. Como a experiência da
Rede Cegonha que já passa a ser uma referência para outros países do mundo de
como articular os cuidados da gestante e da criança".
Para o representante do
Unicef no Brasil, Gary Stahl, o Brasil já é referência para outros países em
redução de mortalidade infantil. Ele diz ainda que o país agora deve verificar
como pode transferir essas experiências positivas para outros países.
"O Brasil está em uma
posição internacional excelente. Brasil tem o posicionamento, o Brasil pode
fazer isso com o resto do mundo. Mas o Brasil tem que analisar essa parte de
como é que o Brasil fez e dessas lições aprendidas no Brasil quais são
aplicáveis para outros países e como vamos fazer essa transferência dessa
tecnologia, desse conhecimento para baixar a taxa, ou seja, salvar vidas".
O cientista político Nelson
Franco Jobim explica que o Brasil está sempre cooperando com outros países
quando o assunto é desenvolvimento social.
"Então essa ideia de
que as relações internacionais devem ter um componente mais cooperativo. De que
o desenvolvimento social é a melhor maneira de combater os conflitos em escala
internacional. Essa é uma contribuição muito importante. A contribuição que o
Brasil traz nesse momento que está se transformando em uma das grandes
potencias, já tem assento entre o grupo dos vinte. É a sexta maior economia do
mundo. Quer dizer é o resultado da emancipação do Brasil no cenário
internacional".
De acordo com a Unicef, o
Brasil reduziu em 73 por cento o número de mortes de crianças menores de cinco
anos desde 1990.
Fonte: Agência do Rádio

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