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domingo, 23 de setembro de 2012

Brasil vai ajudar outros países a reduzir os números


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou o Compromisso com a sobrevivência infantil: uma promessa renovada.  No documento, o Brasil se compromete a ajudar países que enfrentam dificuldades para reduzir a mortalidade infantil. O Brasil já alcançou a meta estipulada pela ONU quatro anos antes do previsto,

Por isso foi convidado a dividir as experiências bem-sucedidas implantadas pelo Ministério da Saúde e outros setores do governo. Com o compromisso, o País fortalece a cooperação mundial para a redução da mortalidade infantil de países subdesenvolvidos. 


A troca de experiências deve colaborar com o desenvolvimento de novos programas para reduzir o número de mortes de crianças. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala que o Brasil já troca experiências e que o momento agora é de expansão de conhecimentos.

"Superamos a meta dos objetivos do milênio, mas nós queremos reduzir ainda mais a mortalidade infantil no nosso País. E, além disso, um compromisso de trocar essa experiência com os países do mundo, sobretudo na cooperação Sul-Sul. O Brasil tem hoje a maior rede mundial pública de banco de leite humano e nós já trocamos experiências e apoiamos a montagem do banco de leite humano do Cabo Verde, El Salvador. 

Temos todo o interesse em expandir essa experiência. Como também a experiência do programa de vacinação onde nós podemos colaborar com a exportação de vacinas que são produzidas aqui no Brasil. Como a experiência da Rede Cegonha que já passa a ser uma referência para outros países do mundo de como articular os cuidados da gestante e da criança".

Para o representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl, o Brasil já é referência para outros países em redução de mortalidade infantil. Ele diz ainda que o país agora deve verificar como pode transferir essas experiências positivas para outros países.

"O Brasil está em uma posição internacional excelente. Brasil tem o posicionamento, o Brasil pode fazer isso com o resto do mundo. Mas o Brasil tem que analisar essa parte de como é que o Brasil fez e dessas lições aprendidas no Brasil quais são aplicáveis para outros países e como vamos fazer essa transferência dessa tecnologia, desse conhecimento para baixar a taxa, ou seja, salvar vidas".

O cientista político Nelson Franco Jobim explica que o Brasil está sempre cooperando com outros países quando o assunto é desenvolvimento social.


"Então essa ideia de que as relações internacionais devem ter um componente mais cooperativo. De que o desenvolvimento social é a melhor maneira de combater os conflitos em escala internacional. Essa é uma contribuição muito importante. A contribuição que o Brasil traz nesse momento que está se transformando em uma das grandes potencias, já tem assento entre o grupo dos vinte. É a sexta maior economia do mundo. Quer dizer é o resultado da emancipação do Brasil no cenário internacional".

De acordo com a Unicef, o Brasil reduziu em 73 por cento o número de mortes de crianças menores de cinco anos desde 1990.

Fonte: Agência do Rádio

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