Serviço bancário chega a R$ 5 mil em instituições privadas, quando, em públicas, pode ser de R$ 20
Solicitar a segunda via do cartão de crédito ou débito, pedir extrato de conta corrente ou poupança, sacar dinheiro ou ainda emitir folha de cheque são atividades simples e que fazem parte do dia a dia de quem mantém conta em banco. Agora , o que o consumidor precisa saber é que os valores cobrados por estes e outros serviços podem variar e muito de instituição para instituição.
Segundo tabela publicada pelo Banco Central (BC), em sua página na internet, contendo valores mínimos, médios e máximos informados pelos próprios agentes financeiros - consultada no último dia 4 de abril -, o custo para confecção de cadastro para início de relacionamento com a instituição, por exemplo, pode chegar a até R$ 5.000 entre os bancos privados, despencando para um mínimo de R$ 20, se estes forem públicos, ou seja, valor 250 vezes menor.
Para se ter uma ideia da diferença de preços encontrada, em média, nos bancos privados, a tarifa para este tipo de serviço é de R$ 392,44, quase 13 vezes menos que o maior valor cobrado por estas instituições. Nos bancos públicos, o custo médio é de apenas R$ 31,67.
Já para o fornecimento de uma folha de cheque, a taxa média praticada pelos bancos privados é de R$ 4,68, mas pode, dependendo da instituição, ser aproximadamente 11 vezes mais cara, atingindo R$ 50,00. No caso dos bancos públicos, o serviço custa, em média, R$ 1,39, com valor máximo de R$ 2.
O saque de conta de depósito à vista (corrente) ou de poupança feita nos caixas eletrônicos chega a custar até R$ 15,00 entre os bancos privados, contra um valor médio praticado de R$ 2,02, ou seja, sete vezes menos. Por outro lado, se a instituição for pública esse valor pode variar entre R$ 1,30 e R$ 3,00.
Se o assunto é cartão de crédito, a anuidade de um nacional chega a R$ 300 se o emissor for um banco privado, enquanto a tarifa cobrada nos bancos públicos é de no máximo R$ 60. Porém, se a situação é de perda do cartão e o cliente deseja a segunda via, a tarifa cobrada pelos bancos privados pode sair por até R$ 30. Na média, R$ 8,23. Nos públicos, o serviço vale no máximo R$ 15, mas, em média, R$ 7,83.
Pacote de serviços
Uma alternativa para o consumidor economizar é contratar um pacote de serviços. Geralmente, estes incluem a confecção do cadastro, determinado número de saques, extratos, folhas de cheque e transferências entre contas do próprio banco. Porém, mesmo assim vale a pesquisa. De acordo com o informado pelo BC, nos bancos privados a cobrança por um pacote padrão pode chegar a até R$ 260 para o consumidor. No entanto, esse conjunto de serviços pode sair, em média, por R$ 28,69. Por outro lado, nos bancos públicos chegam a valer no máximo R$ 15, com a média de R$ 12,74.
Regras dão maior clareza ao serviço dos bancos
Segundo o BC, o órgão não tabela o valor das tarifas bancárias. Entretanto, um conjunto de regras foi estabelecido pelas Resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) 3.516, de 2007, e 3.919, de 2010, para disciplinar a cobrança de tarifas, com foco nos serviços mais utilizados por pessoas físicas.
Conforme a autoridade monetária, essas regras buscam dar maior transparência e clareza à prestação de serviços pelos bancos, de forma a permitir ao consumidor comparar e verificar qual fornecedor atende melhor às suas necessidades, estimulando a concorrência no setor. Assim, respeitadas as proibições e limitações, cada instituição financeira é livre para estabelecer o valor de suas tarifas.
Para solucionar
Porém, se o consumidor se sentir prejudicado, para a solução de problemas relacionados a esse assunto, ele deve procurar a própria instituição que lhe prestou o serviço ou comercializou o produto financeiro.
Se as tentativas de solução não apresentarem resultado, o cidadão deve procurar a ouvidoria da instituição.
Em caso de insucesso, a sua demanda poderá ser encaminhada os órgãos de defesa do consumidor competentes e ainda ao próprio BC.
ANCHIETA DANTAS JR
REPÓRTER
Copilado do Diário do Nordeste

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