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terça-feira, 20 de março de 2012

Instituto do Câncer do Ceará descarta suspeita de superbactéria


As autoridades da área de saúde estão investigando, mas, até o momento, não há confirmação de casos
Tiveram resultados negativos os exames dos cinco pacientes com suspeita de estar com a bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), conhecida como superbactéria, e que estão internados no Instituto do Câncer do Ceará (ICC). Esses pacientes estavam em observação, sendo que três na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os outros dois na enfermaria do hospital.Segundo o diretor clínico da unidade, Reginaldo Ferreira da Costa, com a chegada dos exames, os médicos constataram que a doença estava sendo causada por outra bactéria, que afeta com menor gravidade a saúde dos pacientes.
“Já faz parte da rotina do ICC a prevenção para esses casos com todos os pacientes”, acrescentou.
Ele explicou que assim que surgiu a suspeita, os cinco pacientes ficaram em isolamento, utilizaram roupas diferentes e o acompanhante tiveram que se proteger. “Os acompanhantes podem servir de hospedeiros para a bactéria. Com isso se eles entrarem em contato com outros pacientes com câncer podem infectá-los”, afirmou.
O diretor clínico ressaltou a importância do resultado negativo e também de nenhuma nova suspeita. “A nossa preocupação era muito grande. Mas sabíamos como proceder, pois no mundo todo são registrados vários casos todos os anos”, disse. Costa comentou que, durante o período em que o resultado dos exames ainda não tinha sido divulgado, não houve mudança no fluxo de pessoas no ICC. Os tratamentos, internações e demais atendimentos foram realizados normalmente. “É importante que a rotina seja mantida”, completou.
Ambiente hospitalar
O diretor geral do Hospital São José (HSJ), o infectologista Anastácio Queiroz, explica que a superbactéria não é de ambiente comunitário e sim hospitalar, e que atinge pacientes que estão em estado crítico e, por isso, bastante debilitados.
De acordo com ele, apesar de raro, podem ocorrer casos em que o doente transferido a outra unidade de saúde já esteja contaminado com a infecção, carregando consigo a bactéria. Queiroz afirma que as superbactérias são assim conhecidas por desenvolverem grande resistência aos antibióticos, mas descarta a possibilidade de uma grande proliferação ou surto.
O infectologista acrescenta que é preciso trabalhar em cima do controle da KPC, desenvolvendo nos hospitais serviços eficientes de microbiologia, e que todos passem a atuar com uma Comissão Interna de Controle de Infecção Hospitalar.
FIQUE POR DENTRO
Saúde em alerta para investigar novos casos
Os 27 casos suspeitos, no Ceará, estão sendo investigados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen). A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgou uma nota técnica sobre os cuidados contra o desenvolvimento da KPC. Nela esclarece que a superbactéria pode passar de uma pessoa para outra por contato físico e afirma que, se houver suspeita da doença, é necessário haver o isolamento. A Sesa solicita que as unidades hospitalares que tiverem suspeitas de casos de super bactérias notifiquem ao Comitê Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (CECISS)com uma apresentação geral do paciente.
Thiago Rocha
Especial para Cidade
Copilado do Diário do Nordeste

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